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	<title>Cultura Baiana &#187; atabaque</title>
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		<title>Raimundo Sodré, chula no sangue</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 23:57:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rosilda Oliveira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong> <strong>Raimundo Sodré,</strong> um artista que trás a <strong>chula</strong> no sangue.Nascido no interior da <strong>Bahia</strong>, em 23 de julho de 1947, é filho de Anacleto Pereira Sodré, maquinista da Leste Brasileira, e de Laura Rosa Brandão, artesã de <strong>renda de bilro</strong> e <strong>crochê</strong>. Seu pai, da cidade de <strong>Santo Amaro da Purificação</strong>, sua mãe, de Mundo Novo. Quando ficou grávida, atendendo ao convite de sua irmã mais velha, Isaura, sua mãe foi tê-lo em Ipirá, onde ela residia no distrito de Camisão, légua e meia do município. Tia Isaura foi uma pessoa muito especial na formação do menino. <strong>Mãe de santo</strong>, ela comandava um terreiro de Candomblé da nação Angola. Com quatro anos de idade, foi com a mãe e a avó, morar na capital.</p>
<p>Mas, voltava todo ano para passar as férias escolares na casa da tia. O ambiente era muito alegre, quando se festejava os <strong>Santos Reis</strong>, promovia-se uma comemoração que chegava a durar por vários dias. Era uma festa muito pitoresca, já que se apresentavam ao mesmo tempo grupos de <strong>samba chula</strong> e de <strong>forró</strong>. A casa era enorme, numa das salas o forró tomava conta, por conta das sanfonas de <strong>Roque Bananeira e de Isac Reis</strong> &#8211; este acompanharia Sodré no tempo dos festivais -, enquanto ao lado, no barracão do Candomblé, reinava a chula, comandada pelas violas de <strong>Raimundo do Pião</strong>, <strong>Teóphilo Preto</strong>, e pelo pandeiro de <strong>Dioclésio</strong>. Sodré aprende a toar os três tipos de atabaques: o lê, pi e rum, do mais agudo ao mais grave, respectivamente, dentro da cadência para a evocação dos orixás.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-673" title="www.raimundosodre.com.br/" src="http://www.culturabaiana.com.br/wp-content/uploads/2009/08/CB-RAIMUNDO-SODRE.jpg" alt="www.raimundosodre.com.br/" width="480" height="320" /></p>
<p>Numa dessas férias em Ipirá, o menino Raimundo começou a tocar atabaque, iniciado pelo <strong>Ogã</strong> Augusto Carixá, do famoso terreiro do <strong>Bate Folhas, da Mata Escura, em Salvador</strong>. Quando estava com a idade de 14 para 15 anos, uma propaganda de rádio, apresentada pelo irreverente cantor Juca Chaves, onde ele tocava um violão com um suingue irresistível, chamou a atenção do menino Sodré para o instrumento. Tempos depois, com um violão emprestado por um vizinho, seu Abel, começa a treinar os primeiros acordes, ensinados por sua mãe, Laura.</p>
<p>As primeiras músicas que tocou foram as chulas que ouvia em Ipirá, depois o <strong>samba-canção</strong> &#8220;Tudo de Mim&#8221;, sucesso cantado por Altemar Dutra, cuja voz Sodré muito admirava. Sempre tocando e cantando, ele cumpriu os estudos básicos, até entrar no tradicional Colégio Central da Bahia, um dos centros da intelectualidade estudantil baiana nos complicados anos sessenta. Querendo realizar a vontade de seu pai, que sonhava que o filho fosse médico, prestou exame vestibular e entrou para a faculdade de medicina</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-674" title="www.raimundosodre.com.br/" src="http://www.culturabaiana.com.br/wp-content/uploads/2009/08/CB-RAIMUNDO-SODRE1.jpg" alt="www.raimundosodre.com.br/" width="480" height="320" /></p>
<p><strong>Raimundo Sodré</strong> é um  dos mais injustiçados  artistas do <strong>Nordeste</strong>. Teve sua carreira de certa forma abortada. Depois de conseguir um estouro nacional nos anos 80,  com a música <strong>A Massa</strong> e LP homônimo, não emplacou  mais nenhuma. Assim, diluiu sua projeção dentro da Música Popular Brasileira (MPB). Apesar de ter lançado mais dois trabalhos de consistência nos dois anos seguintes, o impacto nunca foi o mesmo. Com sua música recheada de nordestinidade, principalmente a derivada da música do Recôncavo, como chulas e sambas de roda, Raimundo Sodré fez uma música de cunho popular, porém, recheado de uma lírica de primeira qualidade.</p>
<p>O  poeta  do Recôncavo nasceu em 20 de julho de 1948, na cidade de Ipirá, zona limítrofe entre o <strong>Sertão</strong> e o <strong>Recôncavo baiano</strong>. Criado entre esta cidade e Santo Amaro da Purificação (Recôncavo), o autor e compositor Raimundo Sodré desde cedo já bebia na fonte do imenso caldeirão cultural da região onde cresceu. Antes de despontar para o Brasil com o hit A Massa, terceiro lugar no Festival MPB, seu caminho não foi fácil. Largou a Faculdade de Medicina em 1972 e foi morar em São Paulo, vivendo de aulas de violão e shows em barzinhos. Pelejou como vendedor de gravador, trabalhou em financeira. A carreira só começou a engrenar quando passou a fazer algumas apresentações em casas noturnas de São Paulo, como na extinta Partido Alto.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-675" title="www.raimundosodre.com.br/" src="http://www.culturabaiana.com.br/wp-content/uploads/2009/08/samb.jpg" alt="www.raimundosodre.com.br/" width="348" height="511" /></p>
<p>Influenciado por nomes da cultura popular nordestina, como Gordurinha, Riachão e Balbino do Rojão. Nomes da música pop internacional, com Beatles, Elvis Presley e Little Richard são outro eixo de influência na sua formação musical. Seu trabalho de composição como músico é embasado pelo seus recurso na utilização do violão e da viola de 10 cordas, onde demonstra sutileza e originalidade na &#8220;mão esquerda&#8221;, enquanto descarrega toda seu &#8220;feeling&#8221; rítmico na mão direita.</p>
<p>Fazem o circuito universitário e, em 76, com o espetáculo de música e teatro, &#8220;Reconcertão&#8221;, com Jorge Portugal, o teatrólogo Arthur Dantas e o músico Roberto Mendes, além do próprio grupo Sangue e Raça. No ano seguinte, realizam um espetáculo com o grupo &#8220;Intercena&#8221; que reunia música e dança com Conga e Carmen Paternostro. Eles percorrem o Brasil todo e, em seguida,  Raimundo Sodré resolve seguir com o grupo Sangue e Raça em turnê por diversas capitais do país.Na volta a Salvador, em 78, participa no <strong>Teatro Vila Velha</strong> da peça musical &#8220;Oxente gente Cordel&#8221; com direção do falecido João Augusto, diretor do Teatro Livre da Bahia. No elenco, atores e músicos, como Benvindo Serqueira, Bráulio Tavares, Zelito Miranda e outros. A peça ganha o prêmio Mambembão.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-676" title="www.raimundosodre.com.br/" src="http://www.culturabaiana.com.br/wp-content/uploads/2009/08/mundodacapa.jpg" alt="www.raimundosodre.com.br/" width="500" height="384" /></p>
<p>A Massa: um Samba-de-Roda</p>
<p>Ele entra em estúdio, em fins de 79, e grava o antológico álbum &#8220;A Massa&#8221; que reúne a composições com letras dos poetas do Recôncavo &#8211; Roberto Mendes e Jorge Portugal &#8211; e traz um universo de ritmos, como a chula, samba de roda , xote, baião típicos do Recôncavo e do Sertão baiano.Antes do lançamento do LP, Raimundo Sodré participa do Festival da Nova MPB da Rede Globo no início do ano de 80 e fica em terceiro lugar com a música A massa, composição dele e Jorge Portugal, um misto de chula e baião com solo rasgado de viola que aglutina alguns sambas já existentes. O sucesso da canção empurra as vendages do LP que ganha um Disco de Ouro pela vendagem de mais de 100 mil cópias.</p>
<p>Destaque para outro samba-de-roda,  Falavreado no coió de Shirlena &#8230;(&#8230;e haja adrelanina!) que foi o lado b do compacto de A Massa. Outro ponto alto do LP é o baião violado Baião Pisado com criativo trabalho de viola. Os músicos utilizados no &#8220;A Massa&#8221; é são experimentados dentro do circuito de MPB e Jazz: Luizão (baixo elétrico); Luiz Alves (baixo acústico); Mamão (bateria); Oswaldinho (acordeon); Elena dos Santos  (flauta); (Djalma Correia); viola de 10 cordas (Roberto Mendes).</p>
<p>Depois de uma vitoriosa turnê pelo Brasil, Sodré faz sua primeira incursão no mercado internacional ao se apresenta ao lado de Djalma Correa  e Dudu do Gantois (Alabê) em um festival de percussão, em Nova Iorque (Estados Unidos), organizado e patrocinado pelo Theater of Latin America. Tocou nas ruas do Brooklin, bairro negro de Nova Iorque. Durante a execução de A Massa o público subiu ao palco para celebrar com Sodré e sua banda, demonstrando uma intensa afinindade rítmica com a música do artista.</p>
<p>Em 81,  Raimundo Sodré aprofunda a fórmula da sua obra artística e lança pela Polygram o álbum &#8220;Coisa de Nego&#8221; que supreendentemente mas não acontece mercadologicamente. Mais requintado do que o primeiro trabalho, Sodré traz referências cosmopolitas nos seus textos, mas sempre agregado à cultura nordestina de raiz.</p>
<p>Alarga sua base rítimica incluindo de forma mais incisiva ritmos do sertão (xaxado, baiãos, galope), do Recôncavo (chula, samba-duro e samba-de-roda) e do litoral nordestino (frevo). Optando por um formato semi-acústico, Sodré faz um trabalho de pesquisa em cima da viola, tendo, também, nesse LP tocando violão de 10 cordas e zabumba.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-683" title="Born to Samba, new show by Toby Gough" src="http://www.culturabaiana.com.br/wp-content/uploads/2009/08/MG_6747.jpg" alt="Born to Samba, new show by Toby Gough" width="320" height="480" /></p>
<p>O LP &#8220;Coisa de Nego&#8221; estrutura-se musicalmente numa colagem rítimica afro-nordestina, acentuando-se, principalmente, em chulas, afoxé, emboladas, xotes, frevos carnavalizados, fado, rumba, mambo e as citações nostálgicas de uma  saudade ibérica  numa fusão de atabaques e zabumbas numa mazurca. Raimundo Sodré coloca suas influências regionais e do afrocaribenhas para fora. Fazia questão de exaltar sua musicalidade apreendida nas festas de Santa Amaro da Purificação e nos desafios violeiros de Ipirá (quase Sertão).</p>
<p>O álbum traz letras refinadas melodias  de Sodré em parceria com Jorge Portugal e Roberto Mendes. No frevo Odara, Odesce, a letra oferece  uma visão antropofágica do descobrimento do Brasil , numa perspectiva diferente da História oficial. O samba-de-roda Ei moço tem alguma projeção nas rádios, mas de forma muito tímida.  Na balada Deixe estar,  mas  não deixe de sorrir, Sodré mostra seu lado urbano e faz citação até de Let it be dos The Beatles numa homenagem póstuma a John Lennon.</p>
<p>Poeticamente, Sodré divide com seus parceiros sua sensibilidade poética desde citações críticas ao jeito latino-americano de ser em Temperamento Latino, ao surrealismo do cotidiano em Realismo Fantástico, passando pela convocação cultural  em Coisa de Nego . Na chula acelerada, Regaça a manga, Sodré faz um apelo/esperança pela melhoria das condições de vida da população.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-680" title="NewMoning-juin90" src="http://www.culturabaiana.com.br/wp-content/uploads/2009/08/NewMoning-juin90.jpg" alt="NewMoning-juin90" width="326" height="480" /></p>
<p>Somente em 87, Raimundo Sodré realiza o show &#8220;Soando raízes&#8221; com o percussionista e dançarino senegalés Mamour Bá. No ano seguinte, participa em São Paulo (SP) do show em solidariedade ao líder negro sul-africano Nelson Mandela e no show no Rio de Janeiro (RJ) reunindo diversos artistas da MPB chamado &#8220;Se liga Rio&#8221;. Em 89, faz outro show com o senegalês intitulado &#8220;Soando Raízes&#8221; onde apresentou novas músicas, como Filho da mãe, Jardim do amor, Disparando o gatilho e Tupã, Tupy tá puto. É convidado para participar do carnaval da cidade de Nice (França), em 90. Decide se radicar no país por encontrar melhores condições de levar adiante seu trabalho. No mesmo ano, faz a primeira turnê pela Europa que começa por Paris no &#8220;Le Carnaval Brésilien&#8221; no Cirque d&#8217;Hiver onde retorna no ano seguinte.</p>
<p>Fazendo contato com músicos locais e oriundos da África negra e árabe, enriquece ainda mais sua bagagem musical. Sodré faz shows no circuito de bares e clubes noturnos de cidades francesas, alemãs, inglesas, italianas e suíças. Depois de cinco anos de muito trabalho, consegue gravar pela selo alemão, Tropical Rock, o seu quarto álbum intitulado &#8220;Real&#8221; que foi distribuído no Brasil pela RGE. Em 98 e 99 veio a Salvador realizar uns shows e colher bases rítimicas para um CD a ser lançado na Europa e no Brasil.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-679" title="www.raimundosodre.com.br/" src="http://www.culturabaiana.com.br/wp-content/uploads/2009/08/b2s-1.jpg" alt="www.raimundosodre.com.br/" width="480" height="321" /></p>
<p>O álbum &#8220;Real&#8221; lançado pelo selo alemão Tropical Rock é um trabalho musical que demonstra o &#8220;olhar&#8221; de um artista ainda sustentando-se sobre sua base de raiz nordestina. O trabalho traz uma base de instrumentos elétricos que não estava mais presaentes em seus trabalhos anteriores.<br />
Os violões e violas convivem harmoniosamente com as guitarras e teclados, além dos metais.</p>
<p>A vivência européia de Sodré ampliou seu leque estético, mas não soterrou o menino de Ipirá criado no Rencôncavo baiano. Sua experiência criou novas parcerias como a do nigeriano M&#8217;Ban Zamba e revelar temas como em Carte de Se Jour  e La Seine que fala sobre a necessidade de adquirir o visto de permanência  e aprender um novo idioma para sobreviver num país estranho.</p>
<p>Discografia de Raimundo Sodré</p>
<p>1. A Massa<br />
2. Oração Para Ya Oxum<br />
3. Jardim do Amor<br />
4. Temperamento Latino<br />
5. Aboio<br />
6. Profissão Sonhar<br />
7. Não Deixe de Sorrir<br />
8. Pelo Sim, Pelo Não<br />
9. Maio 68<br />
10. Filho da Mãe<br />
11. Coisa de Nego<br />
12. Menino Triste<br />
13. Beijo Moreno<br />
14. Avenida Emoção<br />
15. Debaixo do Céu<br />
16. Baião Pisado<br />
17. Moleque de Recado<br />
18. Reboliço<br />
19. Canto do Aprendiz<br />
20. Recado Pro Pessoal Lá de Casa<br />
21. Íris Cor<br />
22. Desejo de Amar<br />
23. Propriedade Privada<br />
24. Cocorocô<br />
25. Coió de Anália<br />
26. Vá Pra Casa Esse Menino, Viu?<br />
27. Realismo Fantástico<br />
28. Regaça a Manga<br />
29. Da Cor<br />
30. Chamego<br />
31. Yá Africa<br />
32. Sacando a Cana<br />
33. Beberando<br />
34. Brasa Ardente<br />
35. Falavreando no Coió de Shirlena (E Haja Adrenalina!)<br />
36. Magnetismo<br />
37. Carte de Séjour<br />
38. Resistência<br />
39. Tupã Tupy Tá Puto<br />
40. Sina de Cantador<br />
41. Desaforo, Desafio<br />
42. Mêrêrê<br />
43. Odara, Odesce<br />
44. Saudosismo<br />
45. La Siene<br />
46. M&#8217;Banzamba<br />
47. Maravilha Marginal<br />
48. Disparando o Gatilho<br />
49. Povo a Vista<br />
50. Casa de Trois<br />
51. Meu Rio, Cadê o Papel?<br />
52. Vamos Salvar o Bonde<br />
53. Love</p>
<p>Oração Para Ya Oxum<br />
Raimundo Sodré<br />
Composição: Raimundo Sodré / J.Velloso</p>
<p>Oxum a minha mágoa<br />
Quando se derrete em água<br />
No meu corpo a sua água<br />
Me lava de todo rancor<br />
Esta dor que me entala<br />
Quando assim perco a fala<br />
Eu só penso no amor<br />
Oxum- ora yê yê Yê ô<br />
Oxum ora yê yê yê ô<br />
Oxum a sua casa a correr<br />
Lava a minha alma<br />
Apara a minha dor<br />
Sua casa sobre a areia<br />
Me ensina a vencer<br />
Por onde for.</p>
<p>Carte de Séjour<br />
Raimundo Sodré<br />
Composição: Raimundo Sodré</p>
<p>Madame Zamir<br />
Eu vim tirar minha<br />
Carte de Séjour<br />
Quero aprender dizer bonjou<br />
É que là-bas<br />
A coisa la ta feia<br />
Tem gente andando até de meia<br />
Pois eu nunca gozei<br />
Quero gozar também de TGV<br />
Sans même pás voyager<br />
Menino deixe de pressa<br />
Pois tem gente no mundo a bessa<br />
Que está pra morrer<br />
Só vim trazer alegria<br />
Pois eu vim lá da Bahia<br />
E é o que temos de bom<br />
Quero também dizer ah bon !<br />
Ah bon por tanta alegria<br />
Ah bom por tanta guerra fria<br />
Ah bon por tanto abon<br />
Quero ganhar também muito dinheiro<br />
Morar em Trocadero<br />
E passear lá no Leblon ah bon!?<br />
Madame Zamir eu vim tirar<br />
Minha carta de séjour &#8220;Je vous em pris monsieur&#8221;<br />
Je suis desolé &#8211; Ah bon!?</p>
<p>FONTES:</p>
<p>http://www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/raisodre.htm</p>
<p>http://letras.terra.com.br/raimundo-sodre/</p>
<p>http://www.raimundosodre.com.br/fotos.htm#sodre</p>
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		<title>Samba de Roda Suerdieck</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 21:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rosilda Oliveira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Samba de Roda Suerdieck surgiu em 1961, por iniciativa de Dona Dalva Damiana de Freitas. Enroladeira de charutos na extinta fábrica Suerdieck, na cidade de <strong>Cachoeira</strong> (BA), ela teve a idéia de reunir suas colegas de trabalho após receber um convite para colaborar na <strong>festa de Santa Cecília</strong>, padroeira dos músicos. Inicialmente, o samba de roda contava com cerca de 50 integrantes, entre músicos e baianas que dançavam e cantavam vestidas com as roupas com que trabalhavam na fábrica. Em 2004, o grupo lançou o disco <strong>Samba de Dalva</strong>. Hoje, agrega três gerações da família de Dona Dalva.</p>
<p>Samba de roda é uma variante musical mais primitiva do <strong>samba</strong>, originário do estado brasileiro da <strong>Bahia</strong>, provavelmente no século XIX.</p>
<p>Totalmente inserido na <strong>cultura baiana</strong>, o samba de roda é um estilo musical tradicional <strong>afro-brasileiro</strong>, associado a uma dança que por sua vez está associada à <strong>capoeira</strong>. É tocado por um conjunto de <strong>pandeiro</strong>, <strong>atabaque</strong>, <strong>berimbau</strong>, <strong>viola</strong> e <strong>chocalho</strong>, acompanhado principalmente por canto e palmas.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=nvYUjxkARdY">Samba de Roda Suerdieck</a> -  Trecho de show e entrevista com o grupo baiano Samba de Roda Suerdieck, selecionado do programa Rumos Música 2004-2005, projeto do Itaú Cultural que mapeia e valoriza o produção contemporânea da arte e da cultura no Brasil.</p>
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