Trata-se da região onde está concentrado o capital e a renda do Estado. Historicamente, seu espaço sediou as principais atividades econômicas, e o dinamismo da sua agricultura, comércio, indústria e serviços foi reforçado pelo papel de centro administrativo-portuário que exerceu ao longo do tempo.
Sua reconfiguração moderna, inclusive com a adoção do conceito de metrópole, se baseia na confluência de problemas urbanos comuns, na interação entre os seus setores produtivos e na semelhança físico-ambiental, muito embora certas áreas tenham maior inclinação industrial e outras se destaquem pelo uso residencial, comercial ou turístico de seus espaços. Esse núcleo urbano preserva laços identitários muito fortes, sendo sua cultura (ao lado do Recôncavo) aquela que mais comumente se classifica como “baiana“, de forma tão acentuada que quase oblitera as demais.
A presença negra, a forte influência ibérica e as manifestações culturais resultantes desse convívio básico formam um complexo dos mais vivos no quadro das variantes culturais do país, hoje parte de um moderno segmento econômico que envolve a indústria do entretenimento e do turismo.
Há mais de identidade entre os municípios que compõem esse território do que elementos distintivos, todos integrados à pulsação permanente da expansão urbana, com seus benefícios e problemas. Sob a cadência da vida metropolitana, pulsa o caldeirão cultural dessa face hegemônica da Bahia.
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