Programação educativa da mostra, em cartaz no Museu de Arte Moderna da Bahia promove conversa com as artistas, encontro poético e oficina gratuita

Rosilda Cruz 14/01/2013 Comentários

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) apresenta a exposição inédita O LIVRO de água, das artistas Karina Rabinovitz e Silvana Rezende, que entra em cartaz no dia 21 de janeiro, às 19h. Neste mesmo dia, acontece o lançamento do livro-objeto, composto de 88 poemas em páginas soltas, escritos à mão e fotografados em papéis e lugares diversos.

 

A poesia é o ponto de partida deste projeto contemporâneo, que amplia as linguagens artísticas para além de suas próprias categorias e ultrapassa o simples diálogo entre poesia e artes visuais. Para isso, a mostra reúne fotografia, instalação, videoarte, objetos, sons e poemas em oito obras visuais. A visitação é gratuita e segue até 17 de março, de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h. O livro-objeto estará disponível para venda na loja do MAM-BA.

 

“Trata-se de um livro de poemas que se expande numa exposição. O livro e a exposição são a mesma coisa, em espaços diferentes”, conta Karina, que também é poeta. As artistas explicam que a proposta de O LIVRO de água – publicação e exposição – é “ver poemas, ler imagens, manusear páginas soltas de um livro que se refaz ao contato físico” e, com isso, observar a composição de diferentes expressões artísticas utilizadas para criar as obras.

 

Em relação à temática, o livro-objeto e a exposição trazem o universo de uma Ilha e suas metáforas, como a solidão e as ilhas internas de cada um. A exposição propõe um ensaio poético a partir de obras visuais sutis como um balanço, um telégrafo que comanda projeções, o manuseio dos cadernos de criação das artistas e um banho de poesia. “Buscamos fazer um inventário das coisas mínimas, invisíveis e essenciais dos espaços que serviram como locais de pesquisa, com a finalidade de chegar às ilhas da contemporaneidade, que estão espalhadas no mar de dados da rede”, afirmam as artistas.

 

O projeto foi selecionado pelos editais de Apoio à Criação Literária, da Fundação Pedro Calmon (FPC), em 2010, e Setorial de Literatura, da Fundação Cultural do Estado da Bahia, em 2012.

 

Além da exposição, será realizada uma programação educativa que começa no dia 1º de fevereiro, quando acontece a Conversa com as artistas, no Cinema do MAM. No dia 22/02 é a vez do Happening poético, que vai levar convidados ao Pátio Flamboyant. Nos dias 08 e 09 de março, o Galpão das Oficinas do museu recebe a Oficina tecno-poema-visual. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do blog http://bahiamam.org/.  Mais informações: (71) 3117-6139.

 

Poesia e imagem – A dupla trabalha em parceria desde “de tardinha meio azul” (2005), primeiro livro de poesia de Karina que contou com ilustrações, capa, projeções audiovisuais dos poemas (víideopoemas) e ambientação expográfica de Silvana. A partir de então, elas começaram a fazer intervenções urbanas sempre em diálogo com a vida, a cidade, os andantes e as ruas. “A produção poética depende do outro”, diz Karina. “E a escolha por trabalhar na rua, nos espaços públicos, nos aproxima do público, não pela classificação do que fazemos, mas pela poesia nas suas formas variadas, com imagens, sons”, complementa a também videasta Silvana.

 

A dupla segue, ao longo destes oito anos, experimentando e realizando interações entre poesia e artes visuais. Em 2012 criaram o “poesinha pra caixinha [de fósforo]”, um livrinho sanfona de poemas, numa caixinha de fósforo, que teve lançamento somente na internet. Criaram juntas diversas intervenções urbanas como o “lambe-lambe poesia”, instalação audiovisual e objeto poético – videopoemas exibidos numa tela de 7 polegadas, dentro de um lambe-lambe (objeto da memória afetiva das praças públicas); “cavando poesia [amaciando pedras]”, instalação com pintura/colagem, poesia em pedras e objetos encontrados no local, a partir do poema “condição humana”, de Karina; “caixinha com bilhetes poéticos”, trechos de poemas em bilhetinhos, colocados numa caixinha de acrílico, em pontos de ônibus; e o “poesia atravessada [na garganta da cidade]”, poemas em faixas de pedestres.

 

 

O LIVRO de água

Abertura da exposição e lançamento do livro-objeto de poemas: 21/01, 19h

Local: Galeria 3

 

Período da exposição: 22/01 à 17/03

Local: Galeria 3

Núcleo de Comunicação

Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)

(71) 3116-8007 | 3117-6137 

Sitewww.mam.ba.gov.br

Blog: bahiamam.org

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