Ofício da Baiana de Acarajé
Umas das preciosidades do ofício da baianas de Acarajé
O registro do Ofício da Baiana de Acarajé reconhece todos saberes e fazeres tradicionais aplicados na produção e comercialização das chamadas comidas de baiana, feitas com dendê, com destaque para o acarajé. Desde sua origem africana, a produção e consumo das comidas das Baianas de Acarajé, ou Baianas de Tabuleiro, constituem práticas culturais reiteradas e atualizadas com a contribuição de outros grupos étnicos-culturais e profundamente enraizadas no cotidiano da população baiana.
O saber reconhecido como patrimônio cultural imaterial refere-se ao ofício da baiana em Salvador que teve início com a produção do acarajé, bolo de feijão fradinho frito no azeite de dendê. A técnica de feitura do acarajé representa um modo de fazer enraizado no cotidiano dos seus produtores, seja para uso religioso, alimento sagrado oferecido às divindades nos rituais do candomblé, seja para uso profano, comercializado nas ruas pelas baianas. Segundo pesquisadores, a partir da segunda metade do século passado, as Baianas de Acarajé passaram a ser mais reconhecidas e valorizadas nacionalmente, transformaram-se em ícones da cultura soteropolitana junto a outros aspectos da cultura imaterial, como o jogo da capoeira ou as festas de largo que complementam e vivificam a atmosfera colonial ainda possível de ser evocada em Salvador.
Ao mesmo tempo, passaram por uma ampla apropriação e re-significação cultural pelo mercado, que hoje apresenta riscos de descaracterização, domesticação cultural e homogeneização dessa prática. “Apresenta ainda o risco de uma limpeza de traços culturais indesejáveis pelos setores dominantes da sociedade, bem como a banalização consumista das comidas de baiana para sua aceitação como produto cultural, tal como ocorreu com o conjunto arquitetônico do Pelourinho, cuja preservação e valorização do conjunto histórico teve como conseqüência a expulsão de seus moradores, pequenos comerciantes e freqüentadores de menor poder aquisitivo, rompendo laços de sociabilidade e tradições culturais existentes e afetando sua capacidade de representar um lugar pelo de sentidos simbólicos”, informa o parecer para instituição do Ofício da Baiana de Acarajé.
O ofício das baianas é um saber tradicional enraizado no cotidiano dos soteropolitanos, profundamente vinculado aos grupos afro-brasileiros. Deve ser reconhecido não só por seu significado para a manutenção da diversidade cultural brasileira, mas pela iminência de descaracterização que hoje ameaça os ofícios tradicionais das baianas de Acarajé. O registro engloba os rituais envolvidos na produção do acarajé, na arrumação do tabuleiro e na preparação do lugar onde as baianas se instalam, além dos modos de fazer as comidas de baiana, com distinções referentes à oferta religiosa ou à venda nas ruas. Estão destacados o acarajé com seus recheios habituais, o abará, o acaçã, o bolinho de estudante, as cocadas, os bolos e mingaus; o uso de tabuleiro para venda das comidas; a comercialização informal em logradouros, feiras e festas de largo; o uso de indumentária própria das baianas, como marca distintiva de sua condição social e religiosa, presente especialmente nos panos da costa, nos turbantes, nos fios de contas e outras insígnias e, por fim, o uso do tabuleiro para venda de comidas.
Fonte: www.cultura.gov.br
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Acho extremamente importante que este tombamento tenha ocorrido, mas pelo que vejo e como converso muito com as baianas, devido a um projeto com as mesmas, identifico que praticamente não houveram, mudanças. Muitas das Baianas nem sabiam e nem sabem desta informação. Sem falar no aspecto do crescente números de baianas envangélicas que não estão de acordo com este tombamento, principalmente, com a não utilização das roupas e indumentárias que está presente no reconhecimento do oficio da baiana.
Precisa que a exista uma maior pressão e fiscalização, pois senão o tombamento e o registro fica apenas no papel.
A preservação da cultura Nacional é manter a identidade de um povo.
Tentei fazer minha parte aqui no Rio de Janeiro, precisamente na Cidade de Niterói e não obtive apoio.
Vejam Links de Reportagem:
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2009/12/05/claudia-baiana-protesta-contra-proibicao-do-acaraje-247306.asp
eu achei uma delicd
Aprincipiologicamente tenho orgulho de ser baiano falar de nossas inclitas culturas facil entre tantas exemplo o acarajé. JEFFERSON FERREIR@ O TÉCNICO AGRÍCOLA DO POVÃO TUDO DENTRO DA PRINCIPIOLOGIA ENFATIZADA HA SUA DISPOSIÇÃO.77.9964.2525.77.9193.2727.VIVO.E TIM.UM JOVEM DE SERRA DO RAMALHO OESTE BAIANO.O CORRESPONDENTE AGRÍCOLA DO OESTE. DO SEU …SOLTEIRO POSSO PRESTA UMA ASSISTENCIA TÉCNOLOGICA EM TODO O BRASIL.