A história do Terreiro do Axé Opô Afonjá ou Terreiro de Candomblé do Axé Opô Afonjá ou ainda Ilê Axé Opô Afonjá, assim como a do Terreiro do Gantois, está intimamente vinculada ao Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho. Este é o terreiro mais antigo de que se tem notícia e o que, segundo vários autores, serviu de modelo para todos os outros, de todas as nações.
Um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca, comandado por Eugênia Anna dos Santos, fundou, em 1910, numa roça adquirida no bairro de São Gonçalo do Retiro, o Terreiro Kêtu do Axé Opô Afonjá. O terreiro ocupa uma área de cerca de 39.000 m2. As edificações de uso religioso e habitacional do terreiro, ocupam cerca de 1/3 do total do terreno, em sua parte mais alta e plana, sendo o restante ocupado pela área de vegetação densa que constitui, nos dias de hoje, o único espaço verde das redondezas.
Filhas-de-santo do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá Por força da topografia do terreno, as edificações do Axé Opô Afonjá se distribuem mais ou menos linearmente, aproveitando as áreas mais planas da cumeada, tornando, no acesso principal, um “terreiro” aberto em torno do qual se destacam os edifícios do barracão, do templo principal – contendo os santuários de Oxalá e de Iemanjá -, da Casa de Xangô e da Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos. A organização espacial do Axé Opô Afonjá mantém as caracteríticas básicas do modelo espacial típico do terreiro jejê-nagô.
Esses mesmos elementos, são também encontrados nos terreiros da Casa Branca e do Gantois, apenas com uma diferença: no Axé Opô Afonjá o barracão é uma construção independente, ao passo que nos dois outros terreiros ele está incorporado ao templo principal.
Sacerdotisas do Ilê Axé Opó Afonjá
* Mãe Aninha – 1909-1938
* Mãe Bada de Oxalá – 1939-1941
* Mãe Senhora – 1942-1967
* Mãe Ondina de Oxalá – 1969-1975
* Mãe Stella de Oxóssi – 1976
Em 1976, sobe ao trono do Ilê Axé Opô afonjá, a então Colabá (um cargo feminino importante que zela por apetrecho consagrado a Xangô) da casa, Stella Azevedo dos Santos, filha de Oxóssi, que fora iniciada por mãe Senhora de Oxum, tendo como nome religioso Odé Kaiodê, que quer dizer em português “O caçador trouxe alegria“.
A partir daí e até a presente data, o afonjá mantém-se dentro dos princípios construídos por Iyá Obá Biyi, mesmo sofrendo relevantes mudanças estruturais (fundamentalmente em seu aspecto geofísico), e até algumas reformulações em torno dos seus rituais, o que é natural no “caminhar” do tempo histórico.
Talvez mãe Stella tenha sido a mais política das iyalorixás deste terreiro, e é a mais intelectualizada do que todas anteriores; escreveu livros, atuou publicamente contra o chamado sincretismo religioso que une a imagem de santos católicos à de orixás, construiu escola, biblioteca, idealizou o museu Ilê Ohun Lailai (Casa das coisas antigas), pregou a necessidade do registro escrito contra os lapsos de memória, contribui para pesquisas respeitosas em torno da temática do candomblé que ela dirige. Há trinta e um anos comanda o afonjá, que hoje é uma imensa “casa de santo”, que ela considera como “uma pequena África” idealizada por sua inspiradora avó Aninha de Xangô.
A marca Ilê Axé Opô Afonjá
Caetano Veloso em sua canção Tapete Mágico, gravada por Gal Costa, em seu disco fantasia, faz uma referência à “roça do Opô Afonjá” como símbolo do fantástico e da beleza. E é este o primeiro adjetivo que se pode extrair da espacialidade daquela casa: beleza. As casas da comunidade somando-se às casas dos orixás; a área verde e sagrada; o imponente Palácio de Xangô, chamado por mãe Stella de sede do terreiro; a grandeza indefinível do barracão; e a dança dos orixás em suas festas iluminadas.
Outro adjetivo seria força que se coaduna à idéia que a palavra Axé exprime, e é como o Afonjá é comumente chamado por seus filhos. Paz ¿ também aparece por conta da outra dimensão que se sente lá. E para sintetizar a vocação da sua territorialidade, surge o termo sagrado. O sagrado templo de Xangô, senhor do fogo, da justiça, da vida, que reúne aos seus pés os filhos da Iyá Aninha. O sagrado e mágico chão de “Yá”, mãe maior dos ancestrais grunce; a Yemoja iorubana, inseparável mãe mulher irmã do Obá Kossó (Xangô), o grande rei desta espiritualidade.
A grande marca espacial daquela casa é o encontro de duas energias, fogo e água, balizando as demais que surgem da impreterível presença dos outros orixás e encantados. Um patrimônio histórico que ilustra luta, persistência, sabedoria, conflito, negociação, prestígio e apogeu. E que deve sempre se espelhar na memória dos seus mais velhos, e como exemplo, prosseguir a favor dos ventos que alimentam de fé os adeptos desta religião.
A Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, faz parte do Ilê Axé Opó Afonjá, bem como o Museu Ilé Ohun Lailai (Casa das Coisas Antigas) inaugurado em 1999, está localizado no andar inferior da Casa de Xangô, onde reune a história do Axé, das Iyalorixás com objetos de culto e roupas em exposição.
Fonte: Wikipédia,a enciclopédia livre e Marlon Marcos, jornalista, professor e mestrando em Estudos Étnicos e Africanos pelo Centro de Estudos Afro-Orientais (Ufba)
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Parabens por tudo principalmente pelas fotos são perfeitas. Bjocas da titia curuja
Muiiito obrigada! E sempre muito á vontadade para fazer indicações, sugestões e principalmente críticas ao blog. Um sepermegahiperbeijo “Tia” Jane !!
É o maior orgulho para nós candomblecistas assistir e participar da história desse terreiro. Parabéns e muito Axé
lindo o documentario fotos maravilhosas.. gostaria de saber como descubro um contato desta casa de candomble gostaria muito de conhecer mas sobre ela bjs e desde ja obrigada..
MOTUMBÁ
ESTOU ENTRAMDO AGORA PARA O AXÉ OPO AFONJÁ
E GOSTARIA DE SABER UM POUCO MAIS SOBRE
O AXÉ
E QUERIA MUITO QUE ALGUÉM PODESSE ME AJUDAR
AINDA SOU ABIAN E NÃO QUERO SABER ALÉM DO QUE
POSSO,MAS NÃO QUERO SER LEIGA SOBRE A MINHA RELIGIÃO
UM ABRAÇO E MUITO AXÉ PARA TODOS!!!
Estou entrando agora pro axé e adorei tudo o que vi aqui é tudo miuto lindo bjus!!!!
Parabens ficou maravilhoso as fotos e o artigo temos que divulgar mais sobre o candoble ainda existe muito preconceito. Eu queria saber c vc tem o endereco e telefone do terreiro opo afonja por favor entre em contato
GOSTARIA DE SABER. QUEM SOU , QUANTAS QUALIDAS DE XANGO TEM, QUAIS SÃO, E OS OBÁS, QUAIS OS NOMES,OBRIGADO .
GOSTARIA DE SABER. QUEM SOU , QUANTAS QUALIDAS DE XANGO TEM, QUAIS SÃO, E OS OBÁS, QUAIS OS NOMES,OBRIGADO .AGUARDO RESPOSTA. AXE.
Eu fico feliz em saber que á pessoas em nosso país empenhadas em divulgar a nossa cultura,independente de religião, por quê o nosso pais é missigenado independente de cor de pele faz parte da nossa cultura(indios,europeus,negros,mouros…)Esse é nosso Brasil,ninguem aqui é 100%branco ou negro,ou indio e ou outra etinia,todo mundo no fundo é misturado.As novas gerações precisão conhecer esta parte da nossa cultura e ter orgulho do nosso passado,um povo sem memória,é mesmo que sem história e o nosso povo tem muita história,foi assim que resistiu a escravidão por seculos a fio,e até hoje uma “escravidão velada”que existe nas favelas,periferias,areas rurais,indigenas.Desejo muito axé para as pessoas que criarão o site,que cuidam do museo e dos terreiros,é um papel mais politico do que religioso,é criar algo do nada e fazer as pessoas ter auto-estima,acreditar que pode crescer,e vencer apesar das dificuldades acreditar em si mesmo,com todo o respeito eu peso á benção a todas as Mães de Santos que si empenham por um ser humano,um bairro,uma vila,e um terreiro melhor…
Muito massa!!! Não sou iniciado ainda no candomblé porém, gostaria muito. Sou estudante de historia da Universidade Federal de Sergipe e gostaria muito de conhecer esse espaço sagrado!!!
buenas noches necesito comunicarme pues quiero ir gracias
peço favor entrar em contato com meu email, pois preciso saber como falar com a pessoa responsável pelo llê axê opó afonjá, pois pretendo visitar esta instituição.
Olá…esta publicação está de parabéns….sou de sao paulo e estou aqui em Salvador por tempo indeterminado e tenho um apreço muito grande por Mãe Stella…por isso gostaria de pedir que se fosse possivel conseguir tirar uma foto com ela….pois ja estive lá no Opo Afonjá e não consegui….desde já agradeço a atenção e peço que se tiverem um contato maior com Mãe Stella tentassem me ajudar a conseguir tirar essa foto…ficaria muito grato e feliz…….Axé a todos…
Olá, alguém, por gentileza, poderia me informar como posso entrar em contato com Mãe Stella. Preciso falar com ela a respeito de auxílio espiritual para uma pessoa. Tentei enviar um e-mail para ela mas deu erro. Copie o e-mail do jornal A Tarde, mas a mensagem não foi enviada por conta do erro.
Por favor, me ajudem, preciso falar com ela o mais breve possível.
Preciso do contato do Ilé, sou mineira e estou precisando ir a salvador. Por favor se me puderem passar ficarei grata!!
Será que alguém, por gentileza, poderia informar o telefone de contato do Ilê axé opô afonjá. muito obrigada!!
Olá, Michaela
ILê AXé OPô AFONJá
Endereço: Sáo Gonçalo do Retiro, 557 – Cabula – Cep: 40.330-680 – Salvador – BA
Fone: oxx-71-384-5229/6800
Horário de Funcionamento: Todos os dias – jogos às Quartas e/ou Quintas
Ialorixá: M.D. Iyalorixá Maria Stella de Azevedo
eu não sei responder infelizmente.
boa noite sou interessada em eventos sobre os orixas gostaria de participar dos festejos em celebração de oxossi e xango a iara , pois me encanto com a alegria dos orixas quando estão sendo omenageados por seus filhos ; se possivel queria saber das datas dos festejos em junho
desculpa , mas não temos contato , nem este tipo de informação. obrigada
Desculpa, mas não posso ajudar neste quesito. obrigada e boa sorte
Olá sou do Rio de Janeiro e gostaria do endereço e telefone do terreiro do Rio.Minha avó foi filha de santo de Mãe Agripina e gostaria muito de rever o terreiro, mas com seus 86 anos não se lembra do endereço.Obrigada Débora.
Olá Débora. O terreiro de Coelho da Rocha fica na Rua Florisbela, 1029 em Coelho da Rocha, próximo a estaçao de trem de Coelho da Rocha. O telefone é 2751-0003.
Em breve será lançado um livro sobre Mãe Agripina. Tem vídeos no youtube.
PROCURO POR MÃE MARIA CÍCERA DE OXALUFÃ…QUER DIZER,EU ACHO QUE É DESSE ORIXÁ…É DO RJ.O BARRACÃO ERA PRO LADO DE OSVALDO CRUZ OU BAIRROS VIZINHOS…SEI QUE ELA É DAS ÁGUAS DE ÔPÔ AFONJÁ,SOU BISNETA DELA E POUCO OU QUASE NADA SEI SOBRE ESSA PESSOA…SE ALGUEM TIVER ALGUMA INFORMAÇÃO,MANDEM-ME EMAIL PARA:…….. (MEGUYAGUIA7@HOTMAIL.COM)…OBRIGADA E…MUTUMBÁ!
Asè!
Residi por um ano em SSA/Pernambués/2001. No entanto, na época não compreendia as dimensões do Kêtu.
Hoje, buscando absorver tudo que venhá désta majestósa nação, é para mim o asè!
Sim, visite o site de minha empresa aqui em Brasília-DF
Pois, gostaria muito de seu apoio!
Néstas questões “Opó Afonjá”
Meu msn: capitalpaludo@hotmail.com
Asè, na força de Kêtu
Esèu epà Babà
Olá Rosilda gostei muito do seu espaço virtual, otimas informações, quando tiver um tempinho de uma olhadinha no meu blog mwanazambe@blogspot.com – lá você irá encontrar alguns textos e informações sobre o universo Bantu em São Paulo e no Brasil.
Obrigada, a casa é sua!! vou olhar sim. Abraços