O XIV Festival de Música Instrumental da Bahia acontece de 18 a 24 de maio, na Sala Principal do Teatro Castro Alves, a partir das 20 horas, a preços populares de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Durante sete dias, serão três atrações por noite, com um total de 21 bandas, orquestras e solistas locais e nacionais: como Naná Vasconcelos Wagner Tiso, Victor Biglione, Márcio Malard , o Duofel e a Banda Mantiqueira , Orquestra A Fina Flor, de Zeca Freitas, e a Orquestra Rumpillezz, de Letieres Leite.
Do chorinho ao jazz, passando pelo soul, indo até à música eletrônica, não faltarão atrações para o público, que também vai conferir os talentos locais do Grupo Mandaia, Almir Côrtes e Grupo, Mondicá Trio, Ataualba Meireles, Rowney Scott e Joatan Nascimento, Duo João Liberato e João Raone, Jurandir Santana, Grupo Jacarandá, BR Soul e Raízes do Forte.
Jóias Musicais – Zeca Freitas chama a atenção para as “jóias” do Festival, além dos nomes já consagrados. Por exemplo, Almir Côrtes e Grupo, “uma grata surpresa da cidade de Santo Antonio de Jesus, Bahia”. Também o grupo Raízes do Forte, uma atração genuinamente popular que poucos conhecem, formado por aposentados que se reúnem para tocar seus instrumentos, valorizando os ritmos brasileiros, “uma espécie de Buena Vista Social Clube”, define o maestro.
Ele destaca ainda o trabalho de Letieres Leite, com a orquestra Rumpilezz: “a música instrumental de Salvador está muito atrelada ao jazz e pouco explora a riqueza que a gente tem aqui, como a música afro e a nordestina; o tipo de pesquisa que Letieres está desenvolvendo e vamos ver no Festival”. Zeca chama a atenção também para Marcelo Galter, “um fenômeno que o Festival está colocando no importante lugar que ele merece”. O próprio maestro Zeca Freitas prepara uma surpresa para o público, com a Orquestra A Fina Flôr: a peça “Caramuru”, que compôs especialmente para o Festival e diz, satisfeito com o resultado, que “tem tudo a ver com a nossa mistura cultural”.
Segundo Fernando Marinho, o Festival é uma vitrine muito rica, com uma variedade de música eletrônica, étnica, erudita, jazz, chorinho, samba, rock, percussão e outras vertentes, que a cada ano se renovam, fortalecendo a música instrumental. Ele lembra que o Festival já foi realizado em espaços como o Teatro Jorge Amado, Forte de São Diogo e o Solar do Unhão; em 2005, o retornou à casa onde foi criado e apresentado durante nove anos, o Teatro Castro Alves, “um ícone da cultura baiana, que oferece conforto, boas instalações e tem acesso fácil. Em 2006 estamos de novo no TCA”, conclui.
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