A identidade cultural é entendida aqui como o conjunto de elementos que configuram a fisionomia de um determinado território, elementos esses que resultam do processo sócio-histórico de ocupação da região, das suas tecnologias produtivas, formas de sociabilidade, convívio e produção material e imaterial. Integram esse vasto mosaico da ação humana nesses ambientes os patrimônios histórico, artístico, cultural e ambiental.
Tal identidade é entendida não como um conceito museológico, estático, mas como um vivo e regular processo de intercâmbio, de trocas e assimilações, resultando no sincretismo que carrega, de um lado para o outro, de uma região para outra, pessoas e signos que se aculturam, refazem e ressurgem ao lado de expressões tradicionais em seus novos espaços de inserção.
Nesse sentido, mais apropriado seria falar de sincretismo e pluralidade cultural, uma vez que tais conceitos permitem entender a cultura regional – e a realidade de cada município que a integra mais ou menos organicamente – como parte de um complexo e diversificado mosaico que interage e promove trocas simbólicas entre as suas variantes e subvariantes, dentro do próprio território e nas franjas das suas fronteiras.
A delimitação geográfica, política e administrativa não encontra no campo cultural correspondência cartográfica imediata. Áreas culturais não são delimitáveis com tanta facilidade como burocrática e administrativamente se delimitam territórios físicos. As fronteiras fluidas e movediças da cultura não são facilmente apreendidas, o que quer dizer que a dimensão simbólica da vida social não é redutível a um mapeamento de prancheta.
Por tudo isso, é indispensável que, ao se caracterizar um território dado, se leve em consideração a sua formação histórica, a contribuição dos mais importantes grupos populacionais à ocupação do ambiente e as suas correspondentes expressões culturais, religiosas e artísticas que tipificam esses núcleos mais ou menos complexos. É igualmente importante que a pesquisa a ser feita contemple a historiografia regional em suas variadas manifestações – acadêmicas ou não -, dialogue com personagens representativos da vida social de cada território e/ou município, no intento de captar com a máxima fidelidade possível a riqueza da complexidade local, a paisagem física e humana de sua área de abrangência, de tal forma que se possa ter da unidade observada (território ou município) uma impressão o mais próximo possível da sua fisionomia identitária.
O caminho para isso é pensar os contextos locais em termos diacrônicos e específicos, que vivenciam diferentes ritmos históricos marcados por distintos atores sociais que pontuam a diversidade da cultura baiana. Cultura que, sendo singular, nunca foi uma realidade antropológica homogênea, nem muito menos uma realidade fechada em si mesma e isolada do resto do sistema cultural brasileiro.
Fonte: Irdeb

Muito interessate
gostei,
muito bom
EU AMEI
amei muito interessante
gostei muito muito interesante
noooooooossaaaaaaaaaaaaaaa muito interassante!!
Só quero ressaltar que conceito museológico não quer dizer conceito estático, apesar de parecer…