Casa de Mãe Olga do Alaketu

Rosilda Cruz 11/07/2009 Comentários

Segundo estudos históricos e antropológicos, o Terreiro do Alaketo foi fundado na primeira década do século XIX por africanos de linhagem real, originários da região de Keto. Seus fundadores trouxeram para o Brasil o culto de Odé – divindade que foi amplamente apropriada como Oxóssi e considerada o onilé (o senhor da terra) da Bahia. Está entre as mais antigas casas de candomblé do país e é considerada uma das matrizes do culto afro-brasileiro.

O Terreiro do Alaketu, Ilé Axé Mariolajé, Ilê Maroiá Lájié, foi fundado por Maria do Rosário, Otampê Ojaro, descendente da Familia Real de Ketu. Também conhecido como Casa de Mãe Olga do Alaketu.O Alaketu é uma comunidade que a sucessão do sacerdócio se processa sempre dentro da línhagem de descendência direta de sua fundadora.
A quarta sacerdotisa a ocupar o trono desta casa dedicada a conservar a tradicão mais pura do candomblé foi a iyalorixá dona Olga Francisca Regis (Oyáfúnmi), conhecida internacionalmente por ter filhos de santo em outros países da América do Sul e na Europa.

* Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

Nos dias atuais apresenta condições precárias de conservação e necessita de ações imediatas para preservação de seu espaço e tradição. Nesse sentido, o tombamento do Terreiro do Alaketo se impõe não somente pelo reconhecimento do seu valor como documento da história e da resistência cultural negra no Brasil, mas também pela necessidade de proteção e resgate de um espaço que abriga importantes testemunhos dessa história, onde se preserva e transmite valiosas tradições e conhecimentos.

O reconhecimento do Terreiro do Alaketo como patrimônio nacional vai além do seu significado simbólico, implica na adoção, por parte do poder público, de medidas de apoio à comunidade local para que seus santuários sejam conservados e, seu espaço, resgatado e valorizado.

Fonte: www.cultura.gov.br

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Comentários

  1. Antonio Nogueira Regis disse:

    Saudações
    Sou pesquisador em denealogia do vale do jaguaribe, no momento estou me dedicando a genealogia de minha família “Regis”. As últimas notícias que tenho é que o apelido “Regis” é oriundo da Bahia, sendo assim, acredito que o meu Regis seja o mesmo seu. Gostaria de receber alguns dados genealógicos sobre a D. Dionísia Francisca Regis. Meu 4º e 5º avôs chamam-se respectivamente Antonio Francisco Regis e Manoel Francisco Regis.
    desde já grato pela atenção
    Antonio Regis
    Limoeiro do Norte – Ceará

  2. glaucia cristina da silva disse:

    desejo conhecer mis a su religiao

  3. Doralice Maria Régis disse:

    sou doralice maria regis ,filha de jose francisco regis e neta de manoel francisco regis.meu pai nasceu na cidade de piloes,na paraiba.será que somos da mesma familia.sei muito pouco sobre minha familia.

  4. Ricardo Regis disse:

    Sou Ricardo Regis, filho de Ernando Regis, neto de Leonel Regis,bisneto de Francilino Regis descendentes de São Francisco Regis se quizer posso mandar depois alguns textos sobre a familia, mas gostaria de deixar bem claro que existem 3 origens diferentes , uma e alemã, outra e franceza e outra e italiana, muito embora todas na realidade sejam de orijem inicialmente Basca. abraços e boa sorte em sua busca.

  5. çima disse:

    meus amigos esto procurando um livro de olga de alaketu ,,,, ebo amarração e jogos de buzos

  6. lima disse:

    esto procurando um livro de olga de alaketu , a saldosa

  7. caroline disse:

    EU TENHO UMA MAE QUE É MÃE DE SANTO DE OXUMARE BECEN

  8. Asè!

    Residi por um ano em SSA/Pernambués/2001. No entanto, na época não compreendia as dimensões do Kêtu.

    Hoje, buscando absorver tudo que venhá désta majestósa nação, é para mim o asè!

    Sim, visite o site de minha empresa aqui em Brasília-DF

    Pois, gostaria muito de seu apoio!
    Néstas questões “Opó Afonjá”

    Meu msn: capitalpaludo@hotmail.com

    Asè, na força de Kêtu
    Esèu epà Babà