Casa de Mãe Olga do Alaketu

Segundo estudos históricos e antropológicos, o Terreiro do Alaketo foi fundado na primeira década do século XIX por africanos de linhagem real, originários da região de Keto. Seus fundadores trouxeram para o Brasil o culto de Odé – divindade que foi amplamente apropriada como Oxóssi e considerada o onilé (o senhor da terra) da Bahia. Está entre as mais antigas casas de candomblé do país e é considerada uma das matrizes do culto afro-brasileiro.

O Terreiro do Alaketu, Ilé Axé Mariolajé, Ilê Maroiá Lájié, foi fundado por Maria do Rosário, Otampê Ojaro, descendente da Familia Real de Ketu. Também conhecido como Casa de Mãe Olga do Alaketu.O Alaketu é uma comunidade que a sucessão do sacerdócio se processa sempre dentro da línhagem de descendência direta de sua fundadora.
A quarta sacerdotisa a ocupar o trono desta casa dedicada a conservar a tradicão mais pura do candomblé foi a iyalorixá dona Olga Francisca Regis (Oyáfúnmi), conhecida internacionalmente por ter filhos de santo em outros países da América do Sul e na Europa.

* Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

Nos dias atuais apresenta condições precárias de conservação e necessita de ações imediatas para preservação de seu espaço e tradição. Nesse sentido, o tombamento do Terreiro do Alaketo se impõe não somente pelo reconhecimento do seu valor como documento da história e da resistência cultural negra no Brasil, mas também pela necessidade de proteção e resgate de um espaço que abriga importantes testemunhos dessa história, onde se preserva e transmite valiosas tradições e conhecimentos.

O reconhecimento do Terreiro do Alaketo como patrimônio nacional vai além do seu significado simbólico, implica na adoção, por parte do poder público, de medidas de apoio à comunidade local para que seus santuários sejam conservados e, seu espaço, resgatado e valorizado.

Fonte: www.cultura.gov.br

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