Cachoeira e São Félix, cidades-irmãs separadas pelo Rio Paraguaçu, têm um charme decadente que vale uma visita. Seja pela ponte, construída por Dom Pedro II, ou pela estação abandonada, que já foi um dos principais terminais do Nordeste. Os preços são ótimos; dá pra se perder nos casarões coloniais ou ouvir um som no Minerva, tradicional clube de música erudita da cidade. Uma vez por ano é realizada a festa da Irmandade da Boa Morte, seita afro-brasileira de sincretismo religioso que está desaparecendo aos poucos, com a morte de suas integrantes centenárias.
Cachoeira é um município brasileiro no estado da Bahia e está localizado na microrregião de Santo Antônio de Jesus. Situado as margens do Rio Paraguaçu, está distante cerca de 120 km de Salvador.
Cachoeira é uma das cidades baianas que mais preservou a sua identidade cultural e histórica com o passar dos anos, o que a faz um dos principais roteiros turísticos históricos do estado. Além disto, a imponência do seu casario barroco, das suas igrejas e museus, levou a cidade a alcançar o status de “Cidade Monumento Nacional” e “Cidade Heróica” (pela participação decisiva nas lutas pela independência do Brasil) a partir do decreto 68.045, de 13 de Janeiro de 1971, assinado pelo presidente Emílio Garrastazu Médici.
O apogeu da cidade foi durante os séculos 18 e 19, quando seu porto era utilizado para escoamento de grande parte da produção agrícola do Recôncavo Baiano, principalmente açúcar e fumo, produtos até hoje contemplados no município, em virtude do clima e solo propícios da região. Porém, a economia da cidade entrou em declínio, somente resgatados no final do século XX e início do século XXI, com empresas que se instalaram na região, revitalizando a comunidade local.
A significativa presença de africanos e afro-descendentes em interação com europeus de variadas nacionalidades em Cachoeira durante o período escravista, é um dos fatores que originou a riqueza e diversidade da cultura popular em Cachoeira. Esta interação encontra-se presente no sincretismo religioso com forte presença da cultura afro-brasileira e das manifestações do catolicismo. A cidade hoje é um baluarte cultural dentro da Bahia, demonstrado nos seus inúmeros museus e movimentos populares, o que a torna marcante dentro de uma perspectiva histórica brasileira.
Inicialmente uma região habitada por índios, foi a iniciativa de duas famílias portuguesas, os Dias Adorno e os Rodrigues Martins, que possibilitou sua elevação a Freguesia de Nossa Senhora do Rosário em 1674. Devido à sua localização estratégica, um entroncamento de importantes rotas que se dirigiam ao sertão, ao recôncavo, às minas gerais ou a Salvador, então capital da colônia, logo passou a se enriquecer e, em 1698, tornou-se Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira do Paraguaçu – o nome se dá por se situar próxima às quedas d’água presentes na cabeceira do Rio Paraguaçu.
O desenvolvimento do cultivo de cana-de-açúcar, da mineração de ouro no Rio das Contas e a intensificação do tráfico pelas estradas reais e da navegação do Rio Paraguaçu colaboraram para o rápido desenvolvimento econômico da região a partir do século XVIII. Já em inícios de 1800, a sociedade cachoeirana detém grande influência política e participa ativamente das guerras pela Independência da Bahia, em 1821, constituindo a Junta de Defesa[6].
A vila foi elevada à categoria de cidade por decreto imperial de 13 de março de 1873 (Lei Provincial n° 43).
Cachoeira é considerada Monumento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (IPHAN).
Cachoeira também é a 2ª capital da Bahia, por lei (Lei Estadual n.º 10.695/07) o governo estadual é transferido para a cidade, num reconhecimento histórico, pelos feitos da cidade ao Brasil[7][6].
Filhos Ilustres
Ana Néri – Enfermeira, chamada de mãe dos brasileiros, por sua nobre atuação na Guerra do Paraguai
Augusto Teixeira de Freitas - Maior Jurisconsulto das Américas
Castro Alves – Um dos maiores escritores brasileiros, nascido em Curralinho (na época pertencente à Comarca da Cachoeira)
Ernesto Simões Filho – Fundador do Jornal “A Tarde”
André Rebouças – Engenheiro e Abolicionista
Manoel Tranquilino Bastos – Maestro e Instrumentista
Cândido dos Santos Xavier
Edson Gomes – Músico e compositor
Sine Calmon- Músico e Compositor
Possui clima predominantemente tropical, com estações bem definidas. Está situada numa região geograficamente composta por vales e montanhas, a cidade fica ao nível do mar, sendo banhada pelo Rio Paraguaçu.
Subdivisões
Como outros municípios brasileiros, Cachoeira possui distritos e povoados além do distrito-sede do município. São eles: povoado da Pinguela, povoado do Saco, povoado do Calolé, Santiago do Iguape, povoado da Formiga, povoado do Ponto Certo e distrito de Capoeiruçu.
Dentro de Santiago do Iguape, destacam-se os bairros do Caquende, Alto da Levada e Cucuí de Caboclo, já na sede do município, os bairros do Tororó, Faceira, Cucuí de São Cosme e São Damião, Virador, Alto do Jenipapeiro, Alto do Cruzeiro ,Rosarinho e Candido Portinari
Atrações turísticas
* Rio Paraguaçu
* Vila de Belém de Cachoeira (distrito municipal, a 7km do centro de Cachoeira)
* Capela Nossa Senhora da Penha
* Convento de Santo Antonio do Paraguaçu
* São Francisco do Paraguaçu
* Imperial Ponte Dom Pedro II
* Convento e Igreja Nossa Senhora do Carmo
* Aniversário da cidade (13 de março).
* Semana Santa
* Festa do Divino (maio)
* São João/Feira do Porto (21 a 25 de junho)
* Data Magna (25 de Junho) – Cachoeira como Capital do Estado da Bahia.
* Festa de Nossa Senhora da Boa Morte (1ª quinzena de agosto)
* Festa de São Cosme e Damião (27 de setembro)
* Festa de Nossa Senhora do Rosário (1ª quinzena de outubro)
* Festa de Nossa Senhora D’Ajuda (1ª quinzena de novembro)
* Festa de Santa Cecília (2ª quinzena de novembro)
* Festa de Santa Bárbara (4 de dezembro)
* Igreja de Nossa Senhora do Sagrado Coração do Monte Formoso
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