Aldeia Hippie de Arembepe

Arembepe é uma vila hippie que fica mais ou menos a 30 km  de Salvador em direção ao norte. É possível chegar até lá pela Linha Verde , que é uma estrada muito boa que liga Salvador a Aracajú.
Esse lugar ficou conhecido nacionalmente nos anos 70 ,quando ali surgiu a primeira comunidade hippie do Brasil. Várias cabanas rústicas  se espalham por uma área cercada pela lagoa do Rio Capivara e pelas piscinas  naturais formadas pelos recifes da praia.

As cabanas são rústicas mas muito bacanas. Elas são construídas com madeira e palha , não tem energia elétrica e nenhum conforto da vida moderna. Mas quem mora alí , pouco se importa com modernidades ;os caras querem paz e beleza natural , coisas que eles tem de sobra. Por ali não circulam carros , e o acesso à vila é a pé. Talvez por isso o lugar está tão bem conservado.
Ao sul da Vila hippie existe um Projeto Tamar com áreas cercadas  para proteger os ovos das tartarugas marinhas , pois ali é área de desova da bicha. Os barquinhos de pescadores em alto mar são apreciados do alto das dunas. Por trás delas, famílias inteiras traduzem na rusticidade um meio de viver em maior contato com a natureza. São os cabeludões: artesãos e poetas da Aldeia de Caratingui, que não ligam para o conforto nem para os eletrodomésticos.

Minhas imagens

Viver nesta tribo baiana é se acostumar com o aroma de peixe frito à beira do mar calmo e cristalino, que se mistura com a brisa da tarde. O torpor adormece e aguça os sentidos neste belo vilarejo hippie perdido no tempo e nos acordes de vários violões, que sempre embalam as noites na praia e na aldeia.

Arembepe, que pertence ao distrito de Camaçari, foi descoberta pelos alternativos na década de 70, época em que famosos como Janis Joplin, Roman Polanski, Caetano Veloso e Gilberto Gil passavam longas temporadas por aqui, decifrando as praias desertas, nadando em piscinas naturais formadas por barreiras de recifes e observando a Lagoa do Rio Capivara. Mais de três décadas se passaram e o cenário continua o mesmo, minuciosamente preservado.

Na aldeia, funciona uma base do Projeto Tamar para preservação de tartarugas marinhas.

Criada no final dos anos 60, acontece no mês de janeiro o festival de cultura alternativa, com apresentações de dança, música e teatro, realizado em Janeiro.

Artigos relacionados:

  1. Camamu

Sobre Rosilda Oliveira